Governo aposta na cooperação da Suíça no caso Maluf

O governo brasileiro acredita que não haverá dificuldades em obter cooperação do governo da Suíça nas investigações sobre o ex-prefeito Paulo Maluf (PPB). O Ministério da Justiça informou hoje que a Suíça receberá todos os documentos adicionais que alega necessitar e esclareceu que o pedido de apuração tem como base suposto crime de lavagem de dinheiro.O ministério ainda não havia recebido hoje o pedido de informações adicionais, mas a embaixada do Brasil naquele país havia confirmado a solicitação. De acordo com a assessoria do ministro José Gregori, as autoridades da 8ª Vara Criminal Federal de São Paulo responderão aos questionamentos o mais rápido possível.Ainda conforme a assessoria de Gregori, a Suíça quer saber, por exemplo, o que é um precatório e confirmar se é a Justiça Federal ou estadual que tem competência para investigar o ex-prefeito. Deverá ser enviado àquele País um cópia da decisão recente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) atribuindo essa competência à Justiça Federal."O que foi enviado à Suíça foi um pedido de um juiz de São Paulo querendo saber se, naquele País, num período determinado, a família Maluf e o ex-prefeito Maluf mantiveram uma conta de uma determinada cifra; mas não se tipificou como evasão fiscal", disse o ministro da Justiça.O Brasil mantém com a Suíça um acordo de cooperação judiciária. O País colaborou com a Justiça brasileira no caso da investigação do juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto, acusado de envolvimento no escândalo do desvio de recursos destinados à construção do prédio do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo.No caso do juiz aposentado, o pedido de cooperação também se baseava na suspeita de lavagem de dinheiro. As solicitações de informações adicionais são comuns e também aconteceram no caso de Nicolau, segundo o ministério.

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