André Dusek/Estadão
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Governo antecipa dados para ‘apagar’ resultado ruim de junho

Criação de 101,4 mil vagas em agosto faz ministro Manoel Dias reconhecer que divulgação de ‘bons resultados’ ajuda governo

Lais Alegretti e Ricardo Della Coletta, O Estado de S. Paulo

11 de setembro de 2014 | 22h27

A menos de um mês das eleições, o governo federal antecipou a divulgação dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e informou nesta quinta que, em agosto, foram criadas 101,4 mil vagas de emprego com carteira assinada no Brasil. Apesar de ser inferior ao resultado de agosto de 2013, o anúncio tenta “apagar” o que foi divulgado em junho, quando a geração de empregos no País registrou o pior saldo para o mês desde 1999, com 11,7 mil novos postos.

O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, negou que a antecipação do Caged esteja ligada à campanha eleitoral, mas reconheceu que “bons resultados” ajudam o governo.

Em entrevista coletiva nesta quinta-feira no Palácio da Alvorada, a presidente Dilma Rousseff comemorou os resultados. "O emprego no Brasil tem se mantido, apesar de todas as flutuações", afirmou. A presidente se disse "extremamente satisfeita" com o dado e - embora ponderando que gostaria que ele fosse maior - considerou o valor "bastante razoável" para a época do ano e frente ao quadro de crise das maiores economias do mundo.

Dilma destacou que o emprego no Brasil cresceu em seis dos oito setores analisados, principalmente no de serviços, e que houve desaceleração no ritmo de queda de vagas na indústria. "Isso mostra claramente que essa tendência de redução do ritmo de atividade da indústria não é um fenômeno brasileiro."

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