Governo ampliará combate ao 'pequeno tráfico', diz Dilma

A presidente Dilma Rousseff afirmou hoje que o governo vai atuar contra o mercado da droga tanto na procura pelos criminosos internacionais quanto no que ela se referiu como "pequeno tráfico", "aquele que, muitas vezes, rouba a infância, usando nossas crianças e adolescentes como chamados ''aviões''". "Esta é uma das faces mais cruéis do tráfico de drogas, pois meninos e meninas pobres são atraídos pelo dinheiro fácil e promessas falsas, sem saber dos riscos que estão correndo", disse, no programa semanal de rádio Café com a Presidenta.

AE, Agência Estado

21 de fevereiro de 2011 | 10h27

De acordo com Dilma, a administração federal usará "todos os recursos disponíveis". "Eu quero dizer a você que o nosso plano de enfrentamento ao crack e outras drogas, lançado no ano passado pelo presidente Lula e que eu estou aprofundando, cerca o problema por todos os lados." O combate aos entorpecentes prevê ainda ações de prevenção e tratamento. Uma das medidas detalhadas por Dilma é a criação de 49 centros regionais de referência em crack e outras drogas, anunciados na semana passada, e que oferecem cursos de capacitação para profissionais de saúde, assistência social e agentes comunitários.

Os centros, afirmou, vão formar profissionais para tratar de dependentes químicos. Esses centros serão instalados em faculdades de todo o País e, por isso, ela exaltou no programa o papel das universidades. "No meu governo, nós vamos fazer com que as universidades públicas, além de educar brasileiros e brasileiras, respondam às necessidades dos que mais precisam. Aí, combater o crack está entre as nossas prioridades. Esse é o melhor jeito de devolver aos brasileiros um investimento que eles fizeram ao pagar, com seus impostos, a criação das universidades públicas - federais, estaduais e municipais", argumentou.

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