Governo amplia apoio a vítimas de abuso sexual

O governo federal vai intensificar o combate à exploração e ao abuso sexual infanto-juvenil, aumentando o número de centros destinados ao atendimento das vítimas, anunciou a secretária de Assistência Social do Ministério da Previdência, Wanda Engel. Hoje, o País tem 20 centros em funcionamento e, nos próximos meses, serão inauguradas outros 110. As unidades possuem médicos, psicólogos, enfermeiros e pessoal de apoio para atender crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual.Segundo Engel, o programa vai priorizar ações nas Regiões Sul, Sudeste e Norte, onde foram detectadas as maiores incidências desse tipo de crime. Áreas de garimpo e de fronteira serão os principais alvos da ação governamental. Ela disse que, hoje, a situação é mais grave nos garimpos do Pará e de Rondônia e na cidade de Tabatinga (AM), localizada na divisa com a Colômbia.Vestidas de palhaços, com caras-pintadas e usando pernas-de-pau, crianças e adolescentes de Brasília realizaram, na Esplanada dos Ministérios, uma manifestação para exigir do governo medidas enérgicas de combate à violência sexual. O protesto fez parte das atividades do Dia Nacional de Combate à Violência Sexual. Entidades de defesa dos direitos da criança também entregaram ao Ministério da Justiça um um documento, no qual cobram medidas emergenciais para impedir práticas sexuais abusivas contra jovens e adolescentes.Em 1997, o Ministério da Justiça criou o Sistema Nacional de Combate à Exploração Sexual Infanto-Juvenil, serviço de recebimento de denúncias coordenado pela Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia). Em quatro anos de funcionamento, o sistema já recebeu 9.776 ligações. Do total, 1.750 resultaram em denúncias comprovadas de exploração sexual. No ano passado o serviço registrou 480 denúncias, sendo a maioria delas no Rio de Janeiro (155), Ceará (60) e São Paulo (52). As denúncias podem ser feitas pelo telefone 0800-99-0500. A ligação é gratuita.

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