Governo ainda tem restrições em aceitar paridade, diz líder

Embora o líder do PT, deputado Nelson Pellegrino (BA), e o vice-líder governista Professor Luizinho, tenham informado que a base aliada do governo vai defender a manutenção da paridade entre os salários dos servidores ativos e a aposentadoria para os atuais servidores, o líder do governo na Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), disse que o governo ainda tem restrições em aceitar a paridade. Segundo ele, os governadores precisam perceber que a primeira mudança na proposta de reforma foi introduzida por eles, com a taxação dos inativos. "Quem fez uma mudança como essa, depois vai achar que não pode mudar mais nada?", questionou Rebelo, demonstrando que os líderes não vão ceder na questão da integralidade. Ele disse também que não há relação entre as negociações da reforma tributária e aquela da reforma previdenciária. Segundo Rebelo, não foi discutida, na reunião de hoje na residência do presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), nenhuma concessão na reforma tributária, o que não significa, no entanto, que não haverá negociação.Aldo Rebelo descartou qualquer adiamento na apresentação do relatório do deputado José Pimentel (PT-CE) sobre a proposta de reforma previdenciária, marcada para amanhã, às 16h. "Não consideramos a hipótese de adiamento", disse ele. "As diferenças são muito pequenas, e podemos resolvê-las até amanhã, pela manhã", afirmou, referindo-se às diversas idéias ainda em discussão sobre o texto. Nova reunião de líderes deverá ser realizada hoje à noite, na casa do próprio Rebelo, já depois da rodada de conversações do ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, com os governadores. E amanhã haverá novo café da manhã na casa do presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), na qual José Pimentel vai apresentar o texto do seu relatório.

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