Governo ainda não divulgou gastos com Fórum Social Mundial

Dulci disse, sem dar detalhes, que foram liberados R$ 77,5 mi em convênios para melhorar estrutura de Belém

Leonencio Nossa, de O Estado de S.Paulo

23 de janeiro de 2009 | 14h17

A quatro dias da realização do Fórum Social Mundial, em Belém (PA), o governo federal ainda não divulgou a estimativa total de gastos com o evento, que deve mobilizar cerca de cem mil pessoas. Em entrevista nesta sexta-feira, 23,  no Palácio do Planalto, o ministro Luiz Dulci, da Secretaria Geral da Presidência, disse, sem dar detalhes, que foram liberados R$ 77,5 milhões em convênios com o governo estadual para melhorias de infraestrutura nas áreas de turismo, educação, saúde e segurança. Ele não informou gastos com deslocamentos de ministros e assessores e, principalmente, as despesas com as transmissões da Empresa Brasileira de Comunicação.   Luiz Dulci afirmou que os gastos de infraestrutura vão trazer melhorias permanentes para os moradores de Belém. Ele citou reformas nas dependências da Universidade Federal do Pará, um dos locais de seminários, melhorias na estrutura de trabalho da polícia militar e do corpo de bombeiros e nos hospitais. "Quase tudo fica depois", ressaltou. O ministro disse não saber quantos assessores de Brasília vão participar do evento. Na avaliação dele, a capital do Pará só tem a ganhar com a divulgação do fórum. "Porto Alegre (cidade que sediou as primeiras edições do evento), ninguém conhecia."   Convidado do fórum, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará na quinta-feira, dia 29, à noite, do seminário "A América Latina e o Desafio da Crise Mundial". O seminário também contará com as presenças dos presidentes Evo Morales (Bolívia), Rafael Correa (Equador), Fernando Lugo (Paraguai) e Hugo Chávez (Venezuela).   A lista dos 12 ministros brasileiros que participarão do evento, elaborada pelas organizações governamentais promotoras, não inclui Guido Mantega (Fazenda) e Henrique Meirelles (Banco Central). "Todos nós representamos a política econômica brasileira", disse o ministro Luiz Dulci, com um sorriso amarelo, ao responder sobre a ausência do nome dos representantes da equipe econômica na relação de palestrantes do fórum. A uma pergunta se sabia se Mantega e Meirelles foram convidados, Dulci respondeu: "Não faço ideia por que eles não estão". "O governo participará, eu também vou participar do balanço econômico."   Diante da insistência da pergunta sobre a ausência de Mantega e Meirelles, o ministro Luiz Dulci disse que iria mandar assessores verificarem o que ocorreu, já que o fórum tratará da crise financeira. "Nós não acreditamos que a crise seja apenas econômica. Ela é também crise de um modelo, tem implicações sociais", afirmou. "Quando terminar (entrevista) vou ligar para o Mantega."   Além de Lula e Dulci, participarão do fórum os ministros Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), Carlos Minc (Meio Ambiente), Tarso Genro (Justiça), José Temporão (Saúde), Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário), Fernando Haddad (Educação), Paulo Vannuchi (Direitos Humanos), Edson Santos (Igualdade Racial) e Nilcéa Freire.

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