Governo admite reabrir negociação com servidores

O secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, admitiu hoje a possibilidade de reabrir negociações com as entidades dos servidores públicos e flexibilizar o prazo de 21 de junho dado aos sindicalistas para a aceitação da proposta de reajuste. Se o acordo não for fechado, o governo ameaça suspender o aumento oferecido (de 9,5% a 32% para 900 mil servidores do Executivo) e descontar os dias parados dos grevistas. ?Se houver necessidade de estender o prazo, não vejo dificuldade em o governo estendê-lo, desde que haja um processo de negociação?, disse Mendonça.De acordo com o secretário, o governo também aceita rediscutir a fórmula de reajuste nas gratificações, como reivindicado por alguns sindicalistas, desde que se respeite o limite de R$ 1,75 bilhão reservado para o ajuste nos salários. ?Se for um ponto central para que se avance em direção ao acordo, a gente pode negociar, desde que não aja expansão dos gastos.? O controle de ponto realizado pelo governo junto às diversas categorias em greve revela que a adesão ao movimento seria muito limitada. O maior índice de paralisação é registrado no Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), onde 69,53% dos 4.894 funcionários estão em greve. ?O governo está seguro de que não há greve geral. O que existem são greves específicas com motivações setoriais?, disse Mendonça.Na semana que vem, os sindicalistas tentarão colocar em greve as categorias que ainda não pararam, mas admitem que há grandes riscos de o movimento não crescer. Na prática, as entidades estão divididas em apresentar ou não uma contraproposta ao governo e interromper a greve.

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