EFE/Joédson Alves
EFE/Joédson Alves

Governo admite problema dentro do PMDB

Apesar de críticas de peemedebistas, o presidente Michel Temer voltou a mostrar que pretende agradar à bancada do Rio, repassando à capital do Estado recursos para o carnaval de 2018

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

27 Julho 2017 | 05h00

BRASÍLIA - Apesar do cenário aparentemente favorável para vencer a denúncia na Câmara, o governo reconhece que “problemas” dentro do próprio PMDB ainda precisam ser resolvidos. Nesta quarta-feira, 26, apesar de críticas de peemedebistas, o presidente Michel Temer voltou a mostrar que pretende agradar à bancada do Rio, repassando à capital do Estado recursos para o carnaval de 2018, cortados pelo prefeito Marcelo Crivella (PRB-RJ).

O novo ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, anunciou, após reunião no Palácio do Planalto, que será formado um grupo de trabalho para estudar a ajuda ao carnaval carioca – o Rio pediu R$ 13 milhões para a viabilização do evento.

O deputado Pedro Paulo (PMDB-RJ), que era considerado indeciso na votação na Câmara e liderou o movimento de reivindicação para o carnaval carioca, esteve nesta quarta-feira com Temer e com uma comissão de escolas de samba. Seu voto, agora, já está sendo computado como a favor da derrubada da denúncia contra o presidente. Oficialmente, no entanto, o parlamentar do PMDB diz que ainda está analisando o assunto.

Até a votação, Temer e seus ministros trabalharão todos os dias na busca de votos. Segundo o Planalto, a ideia é que os “ministros-deputados” sejam exonerados de seu cargos e retornem à Câmara para votar pelo arquivamento da denúncia.

Outros partidos. O Podemos tem 15 deputados e sete deles dizem que estão indecisos. Dos demais, cinco são a favor do encerramento da denúncia e três são contra Temer. No caso do PSDB, que tem quatro ministros e tem ameaçado romper com o Planalto, a avaliação é de que metade da bancada votará com o governo. 

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