ANDRE DUSEK|Estadão
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Governo adia entrega de defesa das pedaladas ao Congresso

Inicialmente, a Advocacia-Geral da União (AGU) havia informado que a entrega seria feita nesta terça; A decisão de deixar para quarta foi tomada após reunião de Dilma com ministros do núcleo duro do governo

Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

03 de novembro de 2015 | 15h17

Brasília - O governo decidiu deixar para quarta-feira, 4, a entrega da sua defesa formal no caso das contas de 2014 e das "pedaladas fiscais" ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, foi escalado pela presidente Dilma Rousseff para ir pessoalmente ao gabinete do peemedebistas levar o documento.

Inicialmente, a Advocacia-Geral da União (AGU) havia informado que a entrega seria feita nesta terça. A decisão de deixar para quarta foi tomada após reunião de Dilma com ministros do núcleo duro do governo.

A entrega da defesa faz com que comece a tramitar na Comissão Mista de Orçamento a análise do parecer do Tribunal de Contas da União (TCU), que rejeitou, de forma unânime, as contas de Dilma. A comissão será responsável por elaborar um novo parecer, que será analisado pelos deputados. Caso o Congresso também rejeite as contas da presidente, isso poderia dar força a um eventual processo de impeachment contra Dilma.

No último dia 21, Renan havia concedido 45 dias para o governo apresentar a defesa ao Congresso. A presidente da CMO, Rose de Freitas (PMDB-ES), porém, estava pressionando para que o processo fosse acelerado. Ela fez chegar ao Planalto, por exemplo, que se a defesa não fosse entregue outros processos que dependem do aval da comissão, como a aprovação da mudança na meta do superávit primário deste ano, não iriam caminhar.

Oficialmente, o Planalto afirma que decidiu antecipar a entrega para mostrar que não trabalha pra postergar a análise do caso e que está confiante na aprovação das contas do governo pelo Congresso.

O governo, no entanto, tem trabalhado para dar sinais positivos para o mercado. Não aprovar a alteração da meta seria mais um motivo que poderia levar ao agravamento da crise econômica.

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