FOTO: ANDRE DUSEK|ESTADAO
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Governistas pedem que discurso tucano vire votos

'O que interessa no voto, é isso que nós queremos', diz líder do governo André Moura (PSC-SE)

Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

11 de dezembro de 2017 | 05h00

Brasília - Após declarações de dirigentes tucanos em defesa da reforma da Previdência, como o atual presidente da sigla, Geraldo Alckmin, e o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, líderes governistas cobraram que a bancada do PSDB na Câmara obrigue seus deputados a votar a favor da proposta.

O líder do governo no Congresso, André Moura (PSC-SE), cobrou que os tucanos revertam os discursos em votos. “A gente saber que eles têm consciência da importância da reforma é perfeito, maravilha, muito bonito para fora, para a opinião pública. O que interessa no voto, é isso que nós queremos”, disse.

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Líder da maioria na Câmara, Lelo Coimbra (PMDB-ES) classificou os discursos tucanos como “corretíssimos”. “É importante que isso se materialize em fechamento de questão (obrigar bancada a votar em bloco). Mas achei muito positivo”, disse. O peemedebista argumentou que PMDB e PSDB estão unidos em prol da reforma por razões distintas: o primeiro por ser governo e o segundo por ter a proposta explícita na carta de formação do partido.

O líder da bancada tucana, Ricardo Tripoli (SP), disse acreditar que os discursos em tom de conciliação podem estimular na ampliação da margem de votos, mas que podem alcançar no máximo 25 dos 46 deputados.

As declarações são vistas com ressalvas entre os aliados da base. “O discurso (pró-reforma) é um reforço bem-vindo. A grande expectativa é se o discurso não vai destoar da prática”, disse o líder do DEM, Efraim Filho (PB).

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