Governistas insistem na "agenda positiva"

Depois do recesso parlamentar de uma semana, as lideranças governistas tentarão evitar que a crise envolvendo o presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), contamine a retomada da chamada ?agenda positiva? da Câmara. Dentro dessa estratégia, o governo vai enviar o mais rápido possível ao Congresso a nova proposta de emenda constitucional que unifica as legislações estaduais do ICMS e as regras municipais do ISS. O texto deverá gerar mais polêmica do que nas oito propostas anteriores encaminhadas aos parlamentares pelo atual governo, por restringir a reforma tributária aos principais tributos cobrados pelos Estados (ICMS ) e prefeituras (ISS), sem tocar na arrecadação federal. O presidente da Câmara, deputado Aécio Neves (PSDB-MG), manteve na pauta de amanhã as votações dos três últimos projetos de regulamentação da reforma da Previdência. Esses projetos precisam de 257 votos (maioria absoluta) para aprovação. A quantidade de governistas no plenário deverá ser alta para garantir a votação, caso a oposição decida obstruir os trabalhos.Está prevista, ainda, uma reunião de lideranças para definir a ordem para a votação dos projetos com urgência constitucional, como o que modifica a tabela do Imposto de Renda da pessoa física. A oposição, contudo, não pretende colaborar no andamento das votações. "Não há como continuar votando como se nada estivesse acontecendo: são suspeitas em cima de suspeitas sobre o presidente do Senado e não há providência nenhuma no Congresso", argumentou o líder do PT na Câmara, deputado Walter Pinheiro (BA).

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