Governistas dizem que CPI da Corrupção está arquivada

Os governistas fecharam na noite desta quinta-feira a contabilidade do número de parlamentares que desistiram do apoio ao requerimento de criação da CPI da Corrupção. Segundo os governistas, eles já conseguiram provocar desistências em número suficiente para garantir o arquivamento do requerimento. Mas os líderes dos partidos aliados mantém uma estratégia cautelosa, levando em conta a possibilidade de a oposição ter alguma reserva de adesões, os governistas vão apresentar, inicialmente, uma lista de 35 desistências. Se esse total for suficiente para garantir o arquivamento do requerimento, outras 15 desistências não serão divulgadas, pois trata-se de parlamentares que pediram para que somente em último caso elas fossem anunciadas.O presidente do Congresso, senador Jader Barbalho (PMDB-PA), deixou seu gabinete acompanhado dos líderes do PSDB e do PMDB no Senado, respectivamente senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Sérgio Machado (PSDB-CE). Barbalho disse que a oposição não pode reclamar da derrota, pois o procedimento para o arquivamento da CPI seguiu as regras regimentais, e as ações dos líderes governistas ocorreram dentro da "esgrima política".Barbalho disse ainda que o episódio que está resultando no arquivamento da CPI é um estímulo para que o governo e sua base se aglutinem. Ele comentou que o panorama em relação à CPI foi alterado em menos de 24 horas pela ofensiva coordenada dos líderes governistas.Segundo Machado, existe a possibilidade de mais dois senadores (do PFL) também desistirem de suas assinaturas no requerimento. Ele não confirmou os nomes dos dois, mas é possível que sejam os senadores Waldeck Ornélas e Paulo Souto, ambos da Bahia, únicos do partido, além do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), que assinaram o requerimento.

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