Governistas articulam novas lideranças no Congresso

A base governista vai começar a semana articulando as decisões sobre os novos ocupantes das lideranças no Congresso. Sinais do Palácio do Planalto são esperados em relação não apenas ao Ministério da Integração Nacional, mas também sobre cargos como a Liderança do Governo na Câmara e no Congresso e do PSDB, no Senado. O novo líder do Governo no Senado, Artur da Távola (PSDB-RJ), assume e já terá que administrar a crise com o PFL, cuja bancada está irritada com o resultado da eleição para o Senado. Romero Jucá (RR) e Geraldo Melo (RN) são os candidatos à liderança do PSDB. Tucanos influentes apostam na eleição de Melo. O eleito substituirá Sérgio Machado (PSDB-CE), que sai da liderança e filia-se ao PMDB. O PFL já ficou sem a liderança no Senado - que reivindicava para José Agripino (RN) - e agora está de olho nas lideranças da Câmara e do Congresso. "O melhor é que tudo isso se resolva logo para podermos recomeçar o trabalho o mais rapidamente possível", afirmou um tucano, ao reclamar que as pressões em função da eleição presidencial começaram muito cedo, desacelerando o trabalho legislativo do Governo. A vaga do Ministério da Integração Nacional, que pertence ao PMDB, deverá ser mais uma vez de um senador. O nome apontado dentro da base governista continua sendo o do renitente José Alencar (PMDB-MG), que já refugou a possibilidade do convite antes de Tebet ser para lá indicado. O nome está de novo na mesa do presidente Fernando Henrique como uma forma de aglutinar apoio ao ex-governador Eduardo Azeredo ao governo mineiro, e de afastá-lo do governador Itamar Franco. O presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), espera que, com a eleição de Tebet, a base possa se recompor para voltar ao trabalho e espera que o pouco apoio inicial dos senadores possa ser superado com o tempo. Mas as turbulências no Senado ainda não foram superadas. Só na quarta-feira será conhecido o destino do processo contra o senador Jader Barbalho (PMDB-PA). A decisão da Comissão de Constituição e Justiça do Senado - a partir do parecer do senador Osmar Dias (PDT-PR), que deverá ser contrário - sobre se Barbalho poderá ou não defender-se antes da leitura do relatório - dará uma indicação de quanto mais o senador paraense poderá protelar uma decisão final do Conselho de Ética. O parecer propõe a abertura do processo para que Barbalho seja investigado por supostos benefícios pessoais com os desvios dos recursos do Banco do Estado do Pará, quando ele era governador.

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