Governistas aproveitam recesso para estudar mudanças

Com o recesso parlamentar de julho, que começa esta semana, os articuladores políticos do governo esperam ter ao menos um mês de trégua para avaliar o cenário político e planejar a estratégia de retomada do comando das ações políticas. Com um olho na administração do racionamento de energia elétrica e outro na carga de denúncias contra o presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), eles tentam remediar as feridas dos partidos que sustentam politicamente o governo, abertas pelas disputas que se sucederam às eleições municipais do ano passado. Nos próximos dois meses, os partidos governistas farão um diagnóstico da perspectiva de alianças para 2002, tendo como parâmetro os palanques regionais. A partir desse diagnóstico, a temperatura política deve subir no Planalto Central. O ponto de ebulição é a convenção nacional do PMDB, que irá dimensionar a influência das bases do partido no cenário da sucessão e a força da ala governista. O Palácio do Planalto deve tentar resfriar o ambiente pautando o segundo semestre com a discussão das propostas de natureza tributária anunciadas na semana passada e do Orçamento da União para 2002.

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