Governista não crê em esforço para votar MPs

O vice-líder do Governo no Congresso, Ricardo Barros (PSDB-PR), disse que não acredita na aprovação das 56 medidas provisórias em vigor - até a semana passada eram 52 - por meio de um esforço concentrado do Congresso. A proposta foi apresentada hoje pelo líder da oposição no Senado, José Eduardo Dutra (PT-SE), diante da diferença de interpretação entre a Câmara e o Senado sobre qual será o destino das MPs já em vigor, após a promulgação da emenda constitucional que restringe a sua edição pelo Presidente da República. ?Até podemos votar sete MPs em uma sessão do Congresso por semana, não mais do que isso?, afirmou Barros. Segundo ele, a maior dificuldade está na própria oposição na Câmara, que decidiu não mais votar medidas provisórias até a promulgação da emenda. ?Já tenho o aval do Governo para discutir, negociar todas elas e votar logo?, informou o vice-líder. Ele discorda do entendimento divulgado na semana passada pelo presidente em exercício do Senado, Edison Lobão (PFL-MA), de que as atuais MPs seriam reeditadas e submetidas ao mesmo critério das novas ? uma edição de 60 dias e apenas uma prorrogação por mais 60. ?Elas terão regime especial e, na prática, serão transformadas em lei, sendo que o Congresso nem poderá modificá-las?, afirmou.

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