Governadores têm de dizer nesta quarta se aceitam mudanças

O governador do Amazonas, Eduardo Braga (PPS), disse que, na reunião com os ministro da Casa Civil, José Dirceu, e o da Previdência, Ricardo Berzoini, os governadores que representaram as cinco regiões do País se comprometeram a se pronunciar, até amanhã, sobre se aceitam ou não as mudanças no texto da reforma previdenciária anteriormente negociado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para que o relator da matéria, deputado José Pimentel (PT-CE), possa apresentar seu relatório na quinta-feira. "Eu acho que, no caso do Amazonas, não teremos problemas em manter a integralidade das aposentadorias", disse Braga sobre esta mudança, que vem sendo negociada nos últimos dias. "Mas é preciso olhar com cuidado a questão da paridade das aposentadorias com os salários dos servidores ativos e o teto de R$ 2.400,00", afirmou. Ele reclamou do fato de somente hoje o Ministério da Previdência ter apresentado aos governadores um estudo sobre o impacto das últimas mudanças no texto original. Conforme seu relato, o ministério levantou a situação de sete Estados para mostrar que as alterações não acarretarão mais despesas para os Estados. O governador disse esperar que, até as 16 horas de amanhã, já tenha conseguido convencer da conveniência das mudanças os governadores da Região Norte, que ele representou na reunião, enquanto os outros quatro governadores que participaram da reunião deverão conversar com os representantes de suas respectivas regiões. Braga informou que, na reunião, os governadores não deram ao governo uma resposta sobre as mudanças, já que pretendem ouvir os colegas sobre elas.

Agencia Estado,

15 de julho de 2003 | 20h28

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