Governadores resistem à proposta de paridade

O presidente da Câmara, deputado João Paulo Cunha, afirmou que já está recebendo dos governadores comunicação com o posicionamento deles em relação à proposta de concessão, na reforma previdenciária, da paridade, que é a extensão para os servidores aposentados dos mesmo reajustes concedidos aos da ativa. Segundo João Paulo Cunha, a maioria das manifestações é favorável à concessão da paridade. O deputado comentou a posição do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que considera muito curto o prazo de 24 horas para os governadores darem uma resposta as modificações em relação à proposta original da reforma da Previdência. Segundo João Paulo, o que Alckmin reivindica é mais tempo para poder fazer cálculos e avaliar melhor o impacto que a manutenção da paridade teria nas contas do Estado de São Paulo. Em referência à proposta manutenção da integralidade da aposentadoria dos atuais servidores, Cunha informou: "Esse ponto está praticamente acertado, mas ainda há dificuldades quanto à paridade", disse sobre a proposta de manutenção da aposentaria integral para os atuais servidores. O presidente da Câmara antecipou que vai insistir com os governadores no debate sobre a concessão da paridade. Ele está defendendo a inclusão desse item no relatório do deputado José Pimentel (PT-CE) sobre a reforma da Previdência, que será apresentado amanhã às 11 horas. Ao ser perguntado sobre a possibilidade de a concessão da paridade "engessar" uma política de aumentos salariais para os servidores, Cunha argumentou que a reivindicação da paridade é dos próprios funcionários públicos, mas reconheceu que estender os aumentos dos servidores da ativa aos aposentados poderá pesar na política de governo. "Em vez de dar 10% para 100, o governo poderá ser obrigado a dar 5% para 200", comentou João Paulo.

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