Governadores duvidam da União

Governadores aliados do presidente Lula não confiam na capacidade da política de desenvolvimento regional apresentada para compensar o fim da guerra fiscal. O Fundo de Desenvolvimento Regional (FDR) canalizaria verba para empresas e Estados aplicarem em infra-estrutura e qualificação profissional, melhorando a competitividade das regiões mais pobres. "A guerra fiscal é fruto da ausência de política industrial por parte do governo central. Todos saímos feridos da guerra fiscal, mas é a única arma que temos hoje para nos desenvolver", diz o governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT). Para ele, a extinção dos benefícios deve ser progressiva. Hoje, a maioria das empresas no Nordeste ou Centro-Oeste só estão lá por causa da redução ou isenção total do ICMS. A política de desenvolvimento do governo tem a meta de gerar atrativos reais, não só fiscais. Mas governadores duvidam que o FDR receba suficientes aportes de verba. "Estados do Nordeste tiveram ganhos inegáveis com a guerra fiscal e suas taxas de crescimento têm superado as das outras regiões", avalia o secretário de Fazenda do Pará, José Raimundo Trindade. Isso explicaria a resistência dos nordestinos em aceitar o fim dos incentivos.

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