Governadores do PMDB discutirão posição no 2º governo Lula

Entre os dias 17 e 19 de novembro, os governadores eleitos do PMDB devem se reunir no resort Costão do Santinho, em Santa Catarina, para discutir o futuro do partido no segundo mandato presidencial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.A convocação do encontro foi feita pelo governador catarinense reeleito Luiz Henrique da Silveira, que pretende estabelecer um processo decisório sobre a posição do partido em relação ao governo federal. "Em primeiro lugar nós, governadores precisamos nos inserir nas decisões partidárias. Em segundo, é preciso que a participação ou não no governo Lula seja estabelecida por deliberação da estância partidária adequada", disse, em entrevista à Agência Estado.A tarefa de decidir sobre a posição do partido, segundo Silveira, deve caber ao Conselho Nacional, que, segundo o estatuto partidário, é formado pelos presidentes dos 27 diretórios estaduais, ex-presidentes nacionais da legenda, atuais e ex-presidentes da Câmara e do Senado, governadores e membros da executiva nacional. "Não pode haver dúvida sobre a posição do partido. Não queremos mais uma parte indo para um lado e outra parte para outro; e a estância mais representativa para decidir isso é o Conselho Nacional", afirma.Luiz Henrique, que compõe o bloco oposicionista no primeiro mandato do presidente Lula, defende a independência da legenda em relação ao Executivo, sem a participação em ministérios ou ocupação de cargos públicos. "Vou propor a independência para que se apóie o que é bom e rejeite o que for ruim."A independência, segundo o governador se Santa Catarina, é fundamental se o partido quiser construir uma candidatura própria para o pleito de 2007. Essa, aliás, será um das propostas que Luiz Henrique deve apresentar aos seus pares. "É preciso, desde já, estabelecer o posicionamento do partido com relação a 2010. É fundamental que nós comecemos a construir um projeto para a próxima eleição", defende.Cabral, Jarbas e Rigotto criticam a pressão por cargos O governador eleito do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), criticou na quinta-feira a voracidade com que seu partido começa a negociar cargos no ministério do segundo mandato do presidente Lula. ´Acho que o PMDB tem que discutir políticas públicas para os próximos quatro anos´, disse, classificando como ´inconveniente´ a discussão que começa pela definição de postos no primeiro escalão. O senador eleito Jarbas Vasconcelos, ex-governador de Pernambuco, desfez a expectativa de que o PMDB poderia apoiar o governo em bloco. No Recife, deixou claro que não dará suporte ao Planalto automaticamente: ´Não sou PMDB governista, fui eleito pelo campo da oposição.´ Jarbas disse saber de ao menos cinco ou seis senadores ´que não aceitam esse caminho´, além de governadores, deputados e prefeitos.O governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, que perdeu a reeleição, defendeu na quinta-feira em Brasília uma coalizão com o PT, mas sem o condicionamento de ganhar cargos no ministério. Para ele, a forma de apoio do PMDB ao governo tem de ser diferente daquela feita no primeiro mandato de Lula: ´A questão dos cargos pode surgir no processo de encaminhamento do presidente, que vai dizer que precisa de tais e tais nomes do PMDB.´COLABOROU ADRIANA FERNANDES

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