Governadores do nordeste apóiam reforma tributária

Apesar de unanimidade, governadores consideram fundamental prazos de contratos de incentivo fiscal

Leonencio Nossa, enviado especial de O Estado de S.Paulo

29 de fevereiro de 2008 | 16h50

Os governadores do Nordeste foram unânimes em afirmar, após o encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que darão apoio à proposta de reforma tributária, mas consideram fundamental garantia da manutenção dos prazos dos contratos de incentivo fiscal. "Essa reforma tem uma boa chance de prosperar porque a União quer, e é a proposta que dá um prazo de transição ate 2014, o que é um conforto para todos. Não é a reforma ideal para ninguém, mas julgo que é a viável. E todos precisam ceder", afirmou o governador de Alagoas, Teotônio Vilela, que é do PSDB. Segundo ele, o presidente Lula sinalizou, na reunião, que o governo irá, no seu limite, considerar o respeito aos prazos. O governador de Sergipe, o petista Marcelo Déda, disse que o governo está disposto a negociar a transição para acabar com a guerra fiscal. "É preciso criar um período de transição para que não sejam prejudicados contratos já firmados e que não sejam inviabilizados investimentos no Nordeste", disse Déda. O ministro das Relações Institucionais, José Múcio, avaliou que o encontro do presidente Lula com os governadores foi positivo e que o governo está aberto a negociar pontos levantados nas discussões, especialmente o respeito aos contratos em vigor. O governador da Bahia, Jaques Wagner, relatou que no encontro com o presidente Lula todos os governadores ressaltaram que é preciso ceder e que o discurso de "só ganhar" não facilitará a aprovação da reforma. "O pior de tudo é não ter reforma tributária. Hoje todos sabemos que a situação está insuportável", disse Jaques Wagner.

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