Governadores divergem sobre eficácia da medida

Os governadores expressaram opiniões divergentes sobre a nova medida do Conselho Monetário Nacional (CMN). O Paraná declarou não ter interesse em contratar qualquer empréstimo do BNDES na nova regra. "O governador (Roberto Requião, do PMDB) tem restrições a qualquer endividamento", disse o secretário do Planejamento, Enio Verri. "A política é de equilibrar as contas, reduzindo custeio, mantendo investimentos e, se possível, aumentando-os." A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), afirmou que o Estado não vai se habilitar aos empréstimos para não colocar em risco o ajuste fiscal feito por sua administração. "Eu adoraria poder tomar (financiamentos), mas não posso", ressaltou. O governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), minimizou os impactos da autorização. "Não sei se endividamento é uma solução. Vamos estudar." O governo do Espírito Santo "vê com bons olhos" a medida. "Trata-se de disponibilização de recursos para investimentos e isto é importante", disse o secretário de Governo do Estado, José Eduardo Azevedo. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), viu na proposta uma oportunidade para substituir as linhas de empréstimo internacionais. "É um passo importante para manter os níveis de investimentos", disse. Jaques Wagner (PT), governador da Bahia, sinalizou que deve contrair o empréstimo: "A ajuda vem em boa hora e será importante para os investimentos." O governo de Alagoas afirmou que a linha deverá ser usada pela Agência de Fomento de Alagoas.

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