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Governador mais bem pago abre mão de salário em janeiro

Beto Richa decidiu não receber R$ 33,7 mil uma semana depois de ter sido noticiado que tucano é o que tem o maior vencimento do País

Julio Cesar Lima, especial para o Estado de S.Paulo

29 de janeiro de 2015 | 19h13

CURITIBA - Uma semana depois de ter seu vencimento divulgado e considerado o governador com o maior salário do país, R$ 33,7 mil, o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), abriu mão de sua remuneração no mês de janeiro.


A medida foi tomada por meio de uma resolução editada na quinta-feira (29)no Diário Oficial do Estado e estende a medida à vice-governadora, Cida Borghetti, aos secretários de estado e os secretários especiais.



O governador justificou a medida como um exemplo para as medidas de austeridade que deverão ser implantadas dentro do programa de ajuste fiscal do estado.  "É uma contribuição da nossa equipe para o ajuste das contas do governo. Este ano de 2015 será muito difícil para o País", afirmou Richa.

O subsídio pago ao governador do Paraná é o mesmo do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, a legislação fixa a remuneração para o cargo de vice-governador e secretários de Estado em 95% e 70%, respectivamente, do valor percebido pelo chefe do Executivo.


Entre os secretários atingidos pela medida, a esposa do governador, Fernanda Richa, secretária da Família, e o irmão, Pepe Richa, secretário de Infraestrutura e Logística. Os governadores da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), e do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB) já vetaram o aumento dos próprios salários. No Paraná, o governador anunciou no começo de seu segundo mandato um reajuste nos impostos, na alíquota de ICMS da gasolina e também das taxas de serviços de energia.


No mesmo dia  abono de férias do funcionalismo, assim como, a rescisão dos contratos dos professores contratados em regime temporário, sob a alegação de que não há dinheiro em caixa. Nesta semana, policiais que atuam na Operação Verão, nas praias, acusaram o governo de não lhes pagar as diárias e os policiais corriam o risco de morrer.

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