Governador lamenta morte de sua diarista em hospital público

Rosa Maria Aparecida César, de 40 anos, diarista da família do governador Sérgio Cabral Filho havia dois anos, morreu na terça-feira, de infarto, no Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro. Segundo o marido, José Inácio Mendes, biscateiro, ela só recebeu tratamento intensivo seis horas depois de chegar à unidade e foi abandonada numa maca apesar de sentir forte dor no peito e dormência no braço. Mendes contou que a mulher recebeu glicose e soro (Rosa chegou com quadro de hipoglicemia) e que seu quadro não foi considerado grave pelos médicos até que viesse a primeira de três paradas cardíacas. DefesaA direção do Souza Aguiar negou que tenha havido qualquer negligência. Informou que a paciente foi submetida a um hemograma sete minutos após dar entrada no hospital e que, em seguida, fez exames laboratoriais e uma tomografia. Rosa tinha plano de saúde, mas o marido decidiu levá-la ao Miguel Couto porque era mais perto de casa.O governador disse ontem que a diarista foi mais uma vítima no caos na saúde pública. "As pessoas estão morrendo nos hospitais. Foi o que aconteceu com a Rosa. O marido acreditou no atendimento do Souza Aguiar, mas não diagnosticaram e ela faleceu. É uma verdadeira roleta-russa o que acontece nos hospitais públicos do Rio."

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