Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Governador em exercício do Rio anuncia que irá manter cúpula da segurança

Cláudio Castro estava em Brasília na manhã desta sexta, 28, quando Wilson Witzel foi afastado do cargo por ordem judicial

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2020 | 16h22
Atualizado 28 de agosto de 2020 | 21h07

RIO - Em sua primeira reunião como governador em exercício do Estado do Rio, Cláudio Castro (PSC) anunciou à cúpula da segurança pública fluminense que não vai fazer mudanças na equipe.

Ele se reuniu na tarde desta sexta-feira, 28, no Palácio Guanabara, sede do governo do Estado, em Laranjeiras (zona sul do Rio), com os secretários de Polícia Civil, Flávio Marcos Amaral de Brito, de Polícia Militar, coronel Rogério Figueredo, de Administração Penitenciária, Alexandre Azevedo de Jesus, e da Casa Civil, André Moura, além do comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Roberto Robadey, e do procurador-geral do Estado, Reinaldo Frederico Afonso Silveira.

“O enfrentamento ao crime organizado, com planejamento e inteligência, é a principal diretriz da nossa política de segurança. Vamos continuar trabalhando ainda mais integrados para levar paz à população fluminense. Manteremos os comandos das secretarias, que estão fazendo trabalhos com resultados visíveis”, disse o governador em exercício, segundo nota divulgada por sua assessoria.

A imprensa não foi autorizada a acompanhar a reunião, e Castro não concedeu entrevista nesta sexta-feira.

Castro estava em Brasília de manhã, quando o governador Wilson Witzel  (PSC) foi afastado do cargo por ordem judicial. Ele viajou de volta ao Rio e chegou ao Palácio Guanabara por volta das 13h40, sem dar declarações.

Querido pelos deputados fluminenses, Cláudio já vinha se preparando para assumir, dada a iminência do afastamento de Witzel. Já tem, por exemplo, uma composição desenhada para seu secretariado, com direito a duas pastas para indicados pelo senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Afastado

Witzel foi afastado do cargo na manhã desta sexta após decisão do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Benedito Gonçalves, relator da Operação Placebo. Ele deverá ficar fora do cargo por 180 dias, em razão de supostos desvios da Saúde do Estado. A decisão ainda proíbe o acesso de Witzel às dependências do governo do Estado e a sua comunicação com funcionários e utilização dos serviços. 

Em representação enviada ao STJ, a subprocuradora-geral da República Lindôra Maria Araújo estimou que, somente com esquema criminoso de contratação de organizações sociais na área de Saúde, a organização criminosa supostamente chefiada pelo governador afastado pretendia angariar quase R$ 400 milhões em valores ilícitos, ao final de quatro anos de mandato. A estimativa leva em consideração suposto objetivo do grupo em cobrar propina de 5% de todos os contratos para gestão de unidades de Saúde.

Em pronunciamento no fim da manhã desta sexta, Witzel se disse indignado e “vítima de perseguição política”.  Ele afirmou que vai recorrer do afastamento e seguirá morando no Palácio Laranjeiras. “Não fui despejado.”

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