Governador do RS vai passar férias com a família em Cuba

Tarso Genro vai levar toda a família, inclusive a filha, a deputada federal Luciana, para o país

Elder Ogliari, correspondente de O Estado de S.Paulo

27 Dezembro 2011 | 19h09

PORTO ALEGRE - Acostumado a frequentar capitais europeias como Paris, Madri e Lisboa, o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), escolheu um roteiro diferente para seu próximo período de férias, do dia 2 ao dia 12 de janeiro. Desta vez ele levará a mulher, Sandra, as filhas Vanessa e Luciana, esta ex-deputada federal pelo PSOL, e o neto Fernando, estudante de Direito e ex-jogador de futebol, para uma temporada turística em Cuba. A programação é privada e não prevê encontros políticos naquele país.

A escolha, segundo fontes próximas ao Palácio Piratini, deve-se às características históricas e às praias paradisíacas da ilha caribenha e também proporcionará um raro momento de convívio em viagem para toda a família, que vai pagar as despesas. Os Genros devem se hospedar em Havana e, de lá, partir para alguns passeios para cidades próximas.

Antes da viagem de férias a Cuba, Tarso esteve pelo menos duas vezes em missões oficiais naquele país, em 2005, como ministro da Educação, e em 2009, como ministro da Justiça. Em sua gestão, o Rio Grande do Sul estreitou laços com o país caribenho. Em junho deste ano, o vice-governador Beto Grill recebeu o embaixador de Cuba no Brasil, Carlos Rafael Zamora, para a assinatura de um protocolo de intenções para intercâmbio científico nas áreas de educação infantil, saúde e agricultura.

Quando era ministro da Justiça, Tarso envolveu-se no polêmico caso do envio dos boxeadores Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara de volta a Cuba. Localizados pela Polícia Federal (PF), os dois atletas, que haviam abandonado a delegação cubana durante os Jogos Pan-Americanos de 2007, foram encaminhados a Havana pelas autoridades brasileiras. Para a oposição, tratou-se de uma deportação, para um regime tirânico, de duas pessoas que buscavam a liberdade. Tarso sempre sustentou que os pugilistas não solicitaram asilo ao Brasil e pediram para regressar ao país deles. Em seus descansos prolongados mais recentes, Tarso passou cinco dias em Madri, sozinho, em junho deste ano, e uma semana em Buenos Aires, com a mulher, em dezembro do ano passado, pouco antes de assumir o governo do Estado.

 

 

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