Governador do Paraná decreta moratória

Beto Richa suspende pagamento de fornecedores do Estado; na Paraíba, governador corta o próprio salário

Evandro Fadel e Adriana Rodrigues, de O Estado de S.Paulo ,

03 de janeiro de 2011 | 19h49

CURITIBA - O governo do Paraná publica nesta terça-feira, 6, um decreto que suspende pagamentos a fornecedores do Estado, até que seja realizada uma análise de todas as contas. Os detalhes sobre a extensão e o período em que a moratória estará vigorando só serão divulgados nesta terça, após reunião do governador Beto Richa (PSDB) com o secretariado. "Trata-se apenas de uma medida preventiva de austeridade, de respeito ao erário público", disse o secretário-chefe da Casa Civil, Durval Amaral. "Isso já é o início do ajuste fiscal, do choque de gestão, levantar tudo para poder imprimir a marca do governo."

 

O secretário informou que ainda trabalhava no decreto na tarde desta segunda. "Será pelo tempo que for necessário, de 90 dias ou até menos", adiantou. "Vamos, a partir dessa suspensão dos pagamentos, analisar e tomar as medidas necessárias." Segundo Amaral, as medidas são "rotineiras" e não deveriam causar surpresa. Uma suspensão de pagamento por 90 dias para todos os fornecedores do Estado também foi decretada no início de janeiro de 2003, quando o ex-governador Roberto Requião (PMDB) tomou posse.

 

Segundo ele, não sofrerão nenhum corte apenas os setores de saúde, educação, segurança e promoção social. Além da suspensão de pagamentos, o governador determinou corte de 15% no custeio das secretarias.

 

Paraíba

 

O governador do Paraná não foi o único a impor mudanças na gestão financeira. O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), resolveu "cortar na própria carne" e anunciou ontem, como um dos primeiros atos de sua administração, a edição de uma Medida Provisória (MP) que suspende o reajuste salarial de 27,92% concedido pelo ex-governador José Maranhão (PMDB) ao governador, vice-governador, deputados estaduais, secretários de Estado e adjuntos. Com a medida, Coutinho corta o próprio salário, deixando de ganhar os R$ 23 mil que estavam previstos com o reajuste suspenso, passando a ganhar o salário que estava em vigor, no valor de R$ 16 mil.

 

Ricardo Coutinho também cancelou todos os convênios assinados pelo seu antecessor com os municípios paraibanos que garantiam verbas para a realização de festejos, como forma de gerar economia aos cofres do Estado.

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