André Dusek/AE
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Governador do DF quer reunião para evitar intervenção

Eleito para mandato-tampão, Rogério Rosso citou lista de ações para mostrar ao STF que intervenção é desnecessária

Carol Pires, do estadão.com.br,

19 de abril de 2010 | 13h56

O governador do Distrito Federal, Rogério Rosso (PMDB) anunciou nesta seguunda-feira, 19, na primeira coletiva à imprensa após a posse, que pretende se reunir com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para conversar sobre o pedido de intervenção no governo do DF. O pedido da Procuradoria ainda precisa ser votado pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

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"A nossa proposta, o nosso objetivo é trabalhar em duas frentes: a normalidade institucional, o afastamento da intervenção; e entregar um governo com equilíbrio fiscal, com as obras mais importantes terminadas. Não podemos admitir erros", disse o governador, que citou uma lista de ações que devem ser tomadas por ele para mostrar ao STF que a intervenção é desnecessária, como a auditoria nos contratos do governo e a proibição de contratos emergenciais sem licitação.

 

O governador adiantou ainda que haverá alterações na formação do secretariado de governo, mas não informou em quais pastas haverá substituição. "Haverá alterações, mas com responsabilidade", afirmou. O governador também não disse se a vice-governadora Ivelise Longhi (PMDB) assumirá alguma secretaria. Longhi é ex-administradora de Brasília e ex-secretária de Habitação.

 

Antes da coletiva de imprensa, Rosso anunciou que empresários do setor de som e iluminação da cidade bancarão, sem custos ao governo, a sonorização da festa de 50 anos da capital, na quarta-feira. Até hoje, não se sabia quem faria este serviço durante a festa, uma vez que o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) suspendeu o pregão eletrônico aberto pela organização do evento para contratar o serviço. O TCDF considerou o preço limite, de R$ 4 milhões, abusivo.

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