Governador do CE sugere que Temer dispute o Senado em 2014

Cid Gomes já havia sugerido à presidente Dilma a indicação de Eduardo Campos à vice-presidência

Tiago Décimo, de O Estado de S. Paulo

09 de novembro de 2012 | 16h37

SALVADOR - Em campanha para que o PSB integre a chapa majoritária na eventual candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff, o governador do Ceará, Cid Gomes, disse que "é mais justo" que seu partido indique o candidato a vice-presidente - cargo hoje ocupado por Michel Temer (PMDB). Em almoço com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília, na quinta-feira, 8, o governador já havia defendido a indicação de Eduardo Campos, governador de Pernambuco, ao cargo.

"O PMDB é uma federação de lideranças locais, sem projeto nem unidade nacional - em cada Estado, o partido tem uma posição diferente, diferente do PSB, que é menor, mas é mais coeso", avaliou Cid. "Além disso, tudo caminha para que o PMDB presida as duas Casas (Senado e Câmara Federal), então acho justo que o PSB também tenha uma participação."

Sobre a posição de Temer, o governador sugeriu que ele disputasse uma vaga no Senado por São Paulo. "Ele teria grande chance de ser eleito e, nesse caso, de assumir a presidência do Senado, o que, para ele, seria até muito melhor do que ser vice-presidente", afirmou, salientando que o "nome natural" do PSB ao cargo seria o de Eduardo Campos. "Essa é minha posição pessoal, ainda não conversei com ele (Campos) sobre isso."

Os dois governadores, junto com outros chefes de Executivos e representantes do Nordeste, de Minas Gerais e do Espírito Santo, participam, na tarde desta sexta-feira, 9, da 16ª Reunião Ordinária do Conselho Deliberativo da Sudene (Condel), que conta também com a presença de Dilma.

O encontro, focado em soluções para o enfrentamento da seca na região, também foi marcado pela defesa dos governadores nordestinos à nova metodologia para a partilha dos royalties do petróleo, aprovada pelo Congresso e enviada para a sanção de Dilma.

"Compreendemos a situação delicada que ela (Dilma) está passando, pela pressão dos Estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, mas os recursos têm de ser distribuídos para toda a população do País", disse Cid. "Além disso, é a única forma de compensação aos outros Estados, depois das perdas causadas pela diminuição do Fundo de Participação dos Estados (FPE), resultado da diminuição de contribuições e impostos, como a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) e o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). No Ceará, o repasse do FPE foi, em outubro, 21% menor do que em outubro de 2011."

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