Governador do Amazonas acha possível manter integralidade

O governador do Amazonas, Eduardo Braga (PPS), disse que para os atuais servidores é possível manter na proposta de reforma da Previdência a proposta de aposentadoria integral, desde que sejam respeitados os pré-requisitos propostos pelo Supremo Tribunal Federal. Já para os futuros servidores, o governador defende que deve valer a proposta original do governo. "Nossa sensação, embora não tenhamos números, é que talvez a conta consiga ser fechada", disse o governador, referindo-se à manutenção da integralidade para os atuais servidores. Braga criticou o subteto de R$ 2,4 mil, para os servidores do Judiciário. Segundo ele, a maoria dos funcionários dos Estados recebem abaixo desse valor e isso seria uma injustiça entre servidores de poderes diferentes. Braga chegou a um hotel em Brasília, onde logo mais se encontrará com os governadores de Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, e Goiás, que integram a comissão que discute a reforma da Previdência. Braga negou que os governadores tenham pedido o adiamento da apresentação do relatório, previsto para amanhã, na comissão especial. Ele admitiu, no entanto, que "é impossível discutir duas reformas importantes (Previdência e tributária) num mesmo momento". Ao defender a reforma previdênciária, Braga disse que de 1995 a 2003 o gasto com os inativos e pensionistas no Amazonas cresceu 425%. No mesmo período, a receita no Estado aumentou 109%. Para o governador, não adianta fazer compensações da reforma na política tributária, porque o crescimento do déficit previdenciário é geométrico e o da receita, aritmético.

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