Governador descarta fins eleitorais de atentado em SE

O governador de Sergipe, Marcelo Déda, afirmou hoje que a polícia local não vê indícios de vínculo do atentado contra o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE), Luís Mendonça, a questões políticas e eleitorais. "A avaliação da polícia do meu Estado é que não há nenhuma hipótese de o atentado estar vinculado a questão eleitoral ou a questão política", disse Déda, após se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), sede provisória do governo federal.

RENATO ANDRADE, Agência Estado

18 de agosto de 2010 | 19h53

O presidente do TRE sergipano sofreu um atentado na manhã de hoje em Aracaju. De acordo com a Polícia Militar, quatro homens encapuzados e armados com pistola e uma escopeta calibre 12, que estavam em um Honda Civic prata, dispararam contra o carro em que estava Mendonça. O presidente do TRE foi atingido de raspão na altura do ombro e encaminhado para hospital local, onde passa bem, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado. O motorista do presidente do TRE, o cabo da PM Jailton Pereira Batista, de 41 anos, ficou gravemente ferido.

De acordo com o governador de Sergipe, uma das linhas de investigação da polícia considera a possibilidade de atentado ter sido uma vingança de criminosos que foram presos quando o desembargador era secretário de Segurança Pública de Sergipe. A polícia já tem um suspeito do atentado, que seria Floro Calheiros, que está foragido há dois anos. Segundo Déda, o criminoso é de Alagoas, mas atuava no norte de Sergipe e é acusado de roubos de urnas numa eleição municipal na década de 90, além da acusação de ter liderado ou mandado a execução de alguns crimes na região.

Segundo Déda, o presidente Lula se mostrou preocupado e solidário e disse que o Ministério da Justiça e a Polícia Federal estarão à disposição para ajudar a polícia de Sergipe e solucionar o caso.

Apesar do atentado contra o presidente do TRE, Déda disse que não vê necessidade, neste momento, do aumento da segurança para as eleições de outubro no Estado. "Não há nada neste momento que justifique a ação da Força Nacional ou do Exército para garantir o pleito". Ainda assim, o governador afirmou que, se em algum momento, o governo entender que é preciso pedir ajuda, "nós não teremos nenhum minuto de dúvida".

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