Arquivo/AE - 01/02/2008
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Governador de MS chama Carlos Minc de 'veado e maconheiro'

Declaração é resultado da proibição da instalação de novas lavouras de cana-de-açúcar na região do Pantanal

estadao.com.br,

22 de setembro de 2009 | 16h43

O governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), disse nesta terça-feira que o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, "é veado e fuma maconha". A declaração foi dada durante uma reunião com empresários e industriais em Campo Grande.

 

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Puccinelli discorda do Zoneamento Agroecológico da Cana, de autoria de Minc, que veta o uso da Bacia do Alto Paraguai (BAP) para usinas e lavouras de cana. De acordo com o governador, o Zoneamento Econômico Ecológico estadual é idêntico ao elaborado pelo governo federal.

 

"Não quero pôr usinas. Quero plantar cana (...) O medo que se tem é de contaminar os rios com o vinhoto, mas hoje até o vinhoto serve de fertilizante", declarou.

 

Em resposta à acusação de Puccinelli, a Assessoria de Imprensa do ministro divulgou nota em que caracteriza o governador como "um truculento ambiental que quer destruir o Pantanal com a plantação de cana-de-açúcar. Essa declaração revela o seu caráter".

 

André Puccinelli ainda brincou com a possível participação de Minc na Meia-Maratona Internacional do Pantanal, que será realizada no dia 11 de outubro. "Eu o alcançaria e estupraria em praça pública", disse.

 

A primeira etapa do Zoneamento Econômico Ecológico de MS já está na Assembleia Legislativa. De acordo com o projeto do Ministério do Meio Ambiente, não serão autorizadas novas lavouras de cana no Pantanal. Já o governo do Estado pretende destinar 1,280 milhão dos 3,5 milhões de hectares da Bacia para o plantio.

 

Na argumentação de Puccinelli, Carlos Minc entregou a Bacia do Alto Pantanal para o capital internacional só para obter o chamado selo verde que abre as portas do mercado externo para o etanol brasileiro.

 

Em um vídeo divulgado no Youtube, o ministro defendeu a descriminilização da maconha durante show da banda de reggae Tribo de Jah. "Os juízes da Argentina descriminalizaram. O usuário não é criminoso. Nesse jogo a gente tá perdendo aqui. Nós vamos virar esse jogo para acabar com a hiprocrisia".

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