Governador causa constrangimento em Palmas

Por pouco, uma declaração do governador Siqueira Campos, na noite de ontem, não provocou um incidente entre as tropas federais e os policiais militares que estavam aquartelados no 1º. BPM, em Palmas. Em uma entrevista onde anunciava aumento para os professores, Campos afirmou que a greve dos PMs havia acabado, o que levou o Exército a organizar um grupo de sargentos e suboficiais para ir ao quartel onde estavam os manifestantes. Somente depois de surgir a informação de que não havia avanços nas negociações, as tropas federais recuaram.Siqueira Campos deixou a segurança pública de seu Estado nas mãos do Exército. "A paz está restaurada", disse hoje o governador, sem imaginar que entre os militares do Exército havia um certo constrangimento pelas informações erradas repassadas pelo governo. "Não nos manifestamos sobre assuntos que não sejam relacionadas à nossa ação", informou um oficial da área de comunicação social do Exército.O governador, apesar do fim da greve, não estava à vontade para falar sobre o assunto. Questionou as informações dos grevistas de que o aumento salarial de 47% havia sido uma promessa feita por Siqueira e seu filho, o senador Eduardo Siqueira Campos (PFL-TO), para eleger a prefeita de Palmas, Nilmar Ruiz (PFL). Também não prometeu nada aos grevistas no final da paralisação."Qualquer reivindicação terá de passar pelo comandante da PM", afirmou Siqueira, sugerindo que não pretende receber manifestantes.Hoje, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, Nelson Pelegrini (PT-BA), afirmou que espera que o governador Siqueira Campos cumpra sua palavra, dada durante um encontro entre os dois, ontem, de que não haveria retaliações. "Tudo terminou por que houve diáologo e prudência, mas esperamos que não haja transferências e exclusões como o governador prometeu", afirmou Pelegrini.O governador, porém, já decidiu que isso não acontecerá. "Ninguém vai ficar impune", afirmou Siqueira. Segundo o comando da PM, o policiamento em todo o Estado começa a se normalizar em 72 horas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.