Governador apareceu em outros casos como suspeito

Com a prisão de um filho e de um sobrinho pela Polícia Federal anteontem, não é a primeira vez que o governador de Rondônia, Ivo Cassol, se vê envolvido numa investigação sobre corrupção. Eleito governador em 2002 pelo PSDB, Cassol foi reeleito pelo PPS em 2006 com 54,1% dos votos em meio às conseqüências de outra ação da PF envolvendo pessoas próximas a ele.Na Operação Dominó, mais de 20 pessoas ligadas aos três poderes de Rondônia foram presas sob acusação de integrar um esquema de corrupção. Entre elas, estava o então candidato a vice na chapa de Cassol, o ex-chefe da Casa Civil Carlos Magno, que renunciou.Depois da reeleição, Cassol correu o risco de perder o cargo com a denúncia de compra de votos feita pelo procurador-geral da República Antônio Fernando de Souza ao Supremo Tribunal Federal (STF) em agosto do ano passado. Ele e o senador Expedito Júnior (PR-RO) teriam se beneficiado de um esquema de cabos eleitorais que teria pago R$ 100 a mil eleitores. O caso foi desmembrado e o processo dele, enviado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).O governador nem sempre figurou como vilão nos escândalos. Em maio de 2005, ele conseguiu gravar com uma câmera escondida pedidos de propina feitos a ele por deputados estaduais que lhe faziam oposição na Assembléia Legislativa.Mais tarde, em nova troca de papéis, outras fitas sobre o episódio descobertas pela PF indicaram que Cassol havia feito propostas aos deputados antes de sofrer deles a tentativa de extorsão.Na ocasião, o governador negou as acusações.

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