Hélvio Romero/AE
Hélvio Romero/AE

'Gostaria que me escolhessem sucessora de Lula', diz Dilma

Em lançamento de gasoduto, ministra dedicou a maior parte de seu discurso a temas da campanha presidencial

Clarissa Oliveira, enviada especial,

29 de janeiro de 2010 | 15h32

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata a do PT à Presidência, deixou claro nesta sexta-feira, 29, que está cada vez mais próxima de assumir, publicamente, a intenção de disputar a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em outubro. Questionada se já se considera a sucessora, Dilma respondeu: "Eu acho que o presidente tem de ter um sucessor à altura do governo dele. Eu gostaria muito que me escolhessem como essa sucessora. Não sou hoje."

 

A afirmação foi feita logo após ter inaugurado o Gasoduto Paulínia-Jacutinga, em Jacutinga, no extremo sul de Minas Gerais, em cerimônia da Petrobras. Ela praticamente ignorou o assunto energia, preferindo dedicar quase a totalidade do seu discurso à promoção de temas que serão parte da campanha presidencial.

 

Dilma conseguiu encaixar até mesmo o assunto das creches e das enchentes na fala, reservando também espaço à nova etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), apelidado de PAC 2. "Nós vamos dar um salto com o PAC 2", disse, adiantando o tom que deverá dar aos comícios a partir da segunda metade do ano.

 

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A chefe da Casa Civil não perdeu a chance de afagar prefeitos mineiros presentes, prometendo a liberação de recursos do PAC 2 para obras de drenagem, minimizando, assim, o risco de alagamentos. "Que existe chuva, existe. Mas a gente não tem de se conformar." Dilma caprichou no tom social. Ao comentar que o Brasil tem chances de se transformar na quinta maior economia do mundo, a chefe da Casa Civil emendou: "O que nos interessa é transformar o povo em quinta potência."

 

Lula

 

Sem a companhia de Lula, que está em repouso após uma crise de hipertensão, Dilma tranquilizou os presentes. "O presidente não é uma pessoa doente", afirmou. A ministra da Casa Civil brincou, dizendo que, diferentemente do presidente, não pode se dar ao luxo de não fazer caminhadas diárias para prevenir eventuais picos de pressão.

 

"O presidente pode ficar sem caminhar, fazendo essa agenda que faz, e a pressão dele é 11 por 7."

 

Dilma disse ter aconselhado Lula a diminuir um pouco o ritmo e evitar emendar uma semana na outra, com a agenda muito intensa.

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