Goldman nega que indefinição no PSDB ajudou Lula

O ex-líder do PSDB na Câmara, deputado Alberto Goldman, afastou a hipótese de que a indefinição do PSDB com relação à escolha do seu candidato à Presidência, tenha sido responsável pela retomada da avaliação positiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na pesquisa Datafolha, divulgada hoje."Não faz o mínimo sentido achar que o fato de estarmos demorando na escolha do candidato possa gerar isso. O PSDB é um partido amplo, que possui dois nomes fortes para a 2006 em por isso, precisa discutir bem antes de escolher", afirmou Goldman, que é ligado ao grupo do prefeito de São Paulo, José Serra, opositor, na legenda, do governador do Estado, Geraldo Alckmin.Segundo o deputado, a indefinição do PSDB ocorre com "qualquer partido grande", mas o impasse será resolvido em março, fato que vai, de acordo com ele, equilibrar o jogo eleitoral. "Quando tivermos decidido, veremos um equilíbrio maior nas pesquisas."Com relação a escolha do candidato tucano, Goldman defendeu que sejam ouvidas todas estâncias do partido, mas afastou a possibilidade da realização de prévias. "Não existe prévia, isso está fora de cogitação. Até porque, para que haja prévia é preciso que existam dois candidatos disputando e, o que tem até agora, é um candidato declarado (o governador Geraldo Alckmin) e um nome (o prefeito José Serra) que tem sido colocado dentro do partido."Goldman, entretanto, admitiu que, caso o triunvirato tucano, - formado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, pelo presidente da legenda, senador Tasso Jereissati e pelo governador mineiro, Aécio Neves - não consiga criar um consenso em torno de um nome, seja definida uma forma de escolha que ouça as principais lideranças da sigla. "Se não houver um entendimento, a decisão deverá caber a algum órgão partidário", disse sem querer especificar qual seria esse "órgão partidário".Para Goldman, a disputa interna do tucanato não vai levar a um racha do partido nas eleições. Segundo ele, o governador Geraldo Alckmin já deu mostras ontem, durante a reunião com a bancada federal em Brasília, de que apoiaria o prefeito José Serra, nome tucano, até agora, mais forte nas pesquisas eleitorais. "O Geraldo tem agido com a máxima naturalidade. Ele está disposto, se a decisão for pelo Serra, de apoiá-lo. E se a decisão for pelo governador, o Serra também apóia", disse.De acordo com o deputado, o item da pesquisa Datafolha que mostra uma rejeição de 50% do eleitorado paulista ao abandono da prefeitura por Serra, para se candidatar à Presidência, não assusta os serristas ou joga contra uma candidatura do prefeito. "Os riscos são os mesmos, não mudaram. É natural que muitos não queiram (que o Serra abandone a prefeitura), porque ele vai bem no comando da cidade. Agora, aqueles que o apóiam na prefeitura, tenho certeza, também o apoiariam para a Presidência", concluiu.

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