Goldman e Macris descartam crise no PSDB

O ex-governador de São Paulo Alberto Goldman negou hoje que o PSDB esteja vivendo uma crise interna. "Não existe nenhuma crise no PSDB. O que existe de fato é o mesmo que existe em todos os partidos políticos no Brasil e no mundo. Tem suas disputas internas, sua dinâmica interna, se não seria um corpo morto", disse o ex-governador, ao chegar para a convenção estadual da sigla, que ocorre hoje na capital paulista.

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

07 de maio de 2011 | 12h20

Na avaliação de Goldman, a recente debandada de vereadores do PSDB paulistano é natural. Para ele, sempre existem grupos insatisfeitos, à exemplo do grupo que deixou o PMDB para fundar o PSDB em 1988. "Saímos do PMDB para fundar o PSDB", lembrou Goldman. Ele também rechaçou o termo ''purificação'' do partido, cunhado pelo futuro presidente da legenda no Estado, deputado Pedro Tobias, em um artigo publicado no site da Assembleia Legislativa. "Essa palavra purificação é completamente desconexa, não faz parte do nosso discurso. Não tem nada de purificação ou higienização, é um processo natural de pessoas que saem e que entram. Vamos respeitar todos os que saem e os que entram."

Na avaliação do deputado federal Vanderlei Macris, que deve assumir a primeira vice-presidência da legenda em São Paulo, a suposta crise "está sendo mostrada muito maior do que ela é realmente". "Os partidos já tiveram este momento", destacou. Ele deu como exemplos processos semelhantes ocorridos em outras legendas, como a cisão ocorrida no PT, que deu origem ao PSOL, a saída da ex-senadora e candidata derrotada à Presidência da República, Marina Silva (hoje no PV) e o próprio prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que deixou o DEM para fundar o PSD. "O PSDB engasgou um pouco aí, mas já está com a primeira engatada, pronto para disputar 2012", emendou.

Apesar de descartar a ocorrência de uma crise interna, o deputado Macris reconheceu que o PSDB precisa se fortalecer para as próximas eleições municipais, a fim de eleger mais prefeitos no próximo ano. "Esperamos que Alckmin e Serra tenham uma conversa permanente para construir esta unidade, a fim de enfrentarmos as próximas eleições." Ele disse também "que não é uma crise pontual ocorrida em São Paulo que vai desmoralizar o partido".

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