Goldman chama petistas que agrediram Serra de 'hordas fascistas'

O governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), responsabilizou o PT e seus líderes pela agressão ocorrida hoje contra o presidenciável tucano José Serra em Campo Grande, no Rio de Janeiro. Para o governador, a violência partiu de "hordas fascistas comandadas por seus líderes". Serra foi atingido na cabeça quando fazia uma caminhada, fez exames médicos e cancelou os outros compromissos que tinha hoje no Rio.

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

20 de outubro de 2010 | 19h12

"Os grupos se organizam porque o partido organiza esses grupos e os grupos vão agredir o Serra porque seus líderes incentivam isso, porque seus líderes levam à posição que fanatiza as pessoas e fazem com que elas caminhem pelo lado da violência", afirmou o governador, de acordo com sua assessoria.

Ao comentar o incidente, Goldman demonstrou que levou a sério a brincadeira do senador Francisco Dornelles (PP) feita ontem em encontro com prefeitos do Rio. No evento, o parlamentar disse que os prefeitos que não garantissem a vitória de Dilma Rousseff (PT) não seriam contemplados com emendas parlamentares para seus municípios.

"Isso é uma atitude inaceitável. Você não está tratando o município, você está tratando o povo daquele município. O povo tem o direito de ter uma posição política. Se ele (o povo) não tiver uma posição política que agrade ao senador Dornelles ou ao governador Sérgio Cabral, ele será penalizado", criticou.

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