Gol, Rio Sul e Transbrasil comentam morte de Rolim

O empresário e presidente da Gol Transportes Aéreos, Constantino de Oliveira Júnior, comentou hoje a morte do comandante Rolim Amaro. "Em meu nome, de minha família e de todos os profissionais da Gol Transportes Aéreos, manifesto nosso pesar e profunda consternação pela morte prematura do comandante Rolim Adolfo Amaro. O comandante Rolim com a sua TAM fez história na aviação brasileira e sua marca não se apagará jamais. Seu espírito empreendedor e capacidade administrativa são um exemplo que nos inspirará sempre. Nossos profundos sentimentos à família e a todos os profissionais da TAM." O presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) e da Rio Sul, George Ermakoff, disse à Agência Estado que Amaro será sempre lembrado como "uma das figuras inesquecíveis" da aviação brasileira, por ter conseguido transformar uma pequena empresa de aviação em companhia internacional. "Ele respirava aviação", recordou Ermakoff, que era amigo de Amaro, com quem conversava frequentemente sobre o futuro da aviação brasileira. Ele lembra que o comandante "odiava burocracia" e pregava a liberdade empresarial. Seu maior objetivo no momento, segundo Ermakoff, era reformular o projeto de lei de criação da Agência Nacional da Aviação Civil, em tramitação no Congresso Nacional e que o presidente da TAM considerava "burocrático". Para Ermakoff, Rolim Amaro era "um visionário".Sobre o futuro da TAM, o presidente do Snea disse que a empresa deverá sobreviver sem grandes problemas à morte de Amaro, que segundo ele já vinha preparando seu sucessor. "Há dois meses ele me contou que pretendia se aposentar dentro de dois anos", contou Ermakoff. Ainda de acordo com Ermakoff, o sucessor de Amaro será o atual vice-presidente e cunhado do comandante, Daniel Martin, que estaria sendo preparado para vir a assumir a presidência da empresa. "Não existem dois Rolins, mas Daniel é um excelente administrador", disse Ermakoff. Também o presidente da companhia aérea Transbrasil, Antônio Celso Cipriani, afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que está "chocado com a morte trágica do comandante Rolim Amaro". "O Brasil perde um empresário de reconhecido sucesso e nós um competidor de respeito", afirmou Cipriani, que assumiu a presidência da Transbrasil em dezembro do ano passado, após o falecimento do fundador da empresa, Omar Fontana. O mercado chegou a cogitar a fusão entre a TAM e a Transbrasil, que chegaram a operar rotas em parceria durante o ano passado, mas as negociações não prosseguiram.

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