Gloria Trevi pede ao STF para ficar em convento

A cantora mexicana Gloria Trevi, que continua internada num hospital de Brasília, solicitou nesta semana ao Supremo Tribunal Federal (STF) sua transferência para um convento. Glória, que há cerca de um mês deu à luz um menino, Angel Gabriel, não quer voltar para o presídio da Papuda, onde ficou presa durante parte da gravidez, nem aceita a sugestão da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, de ser levada para uma delegacia de polícia. Ela quer agora ficar na Casa Religiosa da Congregação de Nossa Senhora do Monte Calvário.O ministro Néri da Silveira, do STF, disse que apenas decidirá para onde mandará a artista e o bebê após a alta hospitalar. Apesar de a criança ter nascido saudável, os dois continuam internados no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). A artista está presa no Brasil juntamente com dois ex-assessores desde janeiro de 2000 a pedido do governo do México, que a acusa de corrupção de menores e rapto. Em dezembro de 2000, o STF autorizou a extradição da cantora para o México, mas ela não viajou até hoje porque está tentando convencer o governo brasileiro a reconhecer sua condição de refugiada. Normalmente, após o parto, o Judiciário encaminha as presas e seus filhos para uma penitenciária com estrutura para acolher um recém-nascido. Primeiramente, Gloria Trevi pediu para ficar hospedada em um hotel de luxo de Brasília junto com Angel Gabriel, que foi concebido na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A paternidade, nunca revelada pela cantora, foi atribuída ao ex-empresário de Gloria, Sergio Andrade, que também está preso, de acordo com fontes da Polícia Federal.Um novo complicador nessa história poderá surgir nos próximos dias. O procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, tentará transferir para o Supremo Tribunal Federal (STF) um mandado de segurança dos advogados da cantora sobre o pedido de refúgio. No STF, há uma avaliação de que esse mandado é o responsável pelo fato de a cantora não ter sido extraditada até hoje para o México. Segundo Brindeiro, essa ação deveria estar tramitando no Supremo e não na Justiça Federal porque está ligada ao processo de extradição.

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