Gloria Trevi fica no Brasil até fevereiro

A cantora mexicana Gloria Trevi, acusada de estupro e corrupção de menores, permanecerá no Brasil pelo menos até fevereiro. De acordo com cálculos de um integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), ela não deve ser extraditada para o México antes do carnaval, porque ainda tem o direito de recorrer contra a decisão que negou-lhe a condição de refugiada, e contra o julgamento pelo STF que autorizou a extradição dela e de seus ex-assessores Maria Raquenel e Sergio Andrade. Com isso, o filho que Gloria espera há oito meses deve mesmo nascer em Brasília.As expectativas no Supremo são de que os recursos servirão apenas para postergar a entrega dos três para o governo mexicano. Segundo um ministro do STF, a decisão concedendo as extradições foi extremamente detalhada. Mesmo assim, os mexicanos poderiam encaminhar um recurso ao tribunal, denominado embargo, alegando que, na decisão, houve alguma obscuridade, omissão ou contradição.Antes de recorrer ao STF, Gloria, Maria Raquenel e Andrade poderão pedir ao ministro da Justiça, Aloysio Nunes Ferreira, que reveja a decisão do Comitê Nacional para Refugiados (Conare). O problema é que o ministro já antecipou que é contra o reconhecimento da condição de refugiado aos três.Além dos dois recursos teoricamente possíveis, há o detalhe de que no final deste mês o Judiciário entrará em recesso e os trabalhos nos tribunais somente voltarão ao ritmo normal em fevereiro.Um dos ministros do Supremo observou que a cantora, que engravidou em uma cela na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, não é obrigada a fazer exame de DNA com o objetivo de esclarecer quem é o pai da criança. Ontem quatro policiais federais pediram ao STF que interrompa o processo de extradição da cantora até que sejam esclarecidas as circunstâncias em que ocorreu a gravidez.

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