Gleisi rebate críticas de FHC sobre a condução da economia pelo PT

Ex-ministra da Casa Civil subiu na tribuna do Senado para rebater críticas de tucano durante as comemorações de 20 anos do Plano Real

Débora Álvares, Agência Estado

25 de fevereiro de 2014 | 18h39

Brasília - A senadora e ex-ministra da Casa Civil da Presidência da República Gleisi Hoffmann (PT-PR) subiu nesta terça-feira, 24, mais uma vez à tribuna do Senado para defender o governo. Ela revidou declarações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que, em pronunciamento na solenidade que comemorou os 20 anos do Plano Real, atacou a condução da economia durante os governo Lula e Dilma.

FHC disse ter procurado Lula para pedir apoio à instalação do Plano Real, o que teria sido negado pelo petista. "Não cabe à oposição, ou não cabe à situação, a um governo, solicitar apoio à oposição para os seus planos, para os seus projetos, para as suas ações", destacou a ex-ministra. À época, Fernando Henrique era ministro da Fazenda do governo de Itamar Franco.

Gleisi classificou a afirmação de FHC sobre Lula como uma "tentativa de desmerecimento". "O maior apoio que o presidente Lula e que o PT poderiam dar ao Real foi dado por eles nove anos depois, quando assumiram este País, reafirmando os pressupostos da estabilidade macroeconômica.

A senadora disse ainda que o ex-presidente tucano entregou o País "em condições tão adversas como as que tinha enfrentado" quando implantou o Real. "Coube àquela oposição, ao presidente Lula, ao PT, reconduzi-lo e garantir a estabilidade macroeconômica brasileira".

Ela defendeu os rumos traçados pelo governo Lula no campo econômico. "Tivemos que aumentar o primário, sim. Tivemos de fazer ajustes nos juros para mostrar que este País tinha condições de coordenar as suas contas".

Gleisi aproveitou para atacar o projeto de lei de iniciativa do pré-candidato do PSDB à presidência, o senador Aécio Neves (MG), que pretende transformar o Bolsa Família em um programa de Estado. "Não fizemos nenhum discurso para tentar se apropriar do plano; tão somente fizemos o que tinha de ser feito."

Em um momento que o País corre o risco de ter a nota rebaixada pelas agências de classificação de risco, a senadora petista destacou que o Brasil está entre "os maiores destinos de investimentos diretos". "Resguardando todos os pressupostos da macroeconomia, ousamos investir e fazer políticas sociais para melhorar a vida do nosso povo".

Tudo o que sabemos sobre:
eleiçõesPTPSDB

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.