Gleisi não comenta prisão de marido pela PF

Senadora voltou ontem para Brasília e é considerada uma das principais integrantes da tropa de choque da presidente afastada Dilma Rousseff

Julia Lindner, O Estado de S. Paulo

23 de junho de 2016 | 12h20

Brasília - A assessoria de imprensa de Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirmou que a senadora não vai se pronunciar, por ora, sobre a decretação da prisão preventiva do seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo. Gleisi retornou ontem à noite de Montevidéu para Brasília, depois de participar de encontro do Parlasul.

Considerada uma das principais integrantes da tropa de choque da presidente afastada Dilma Rousseff na Comissão do Impeachment, a assessoria de Gleisi afirmou que ainda não sabe se ela virá ao Senado nesta quinta-feira ou se viajará para São Paulo. A sessão do colegiado começou há pouco sem a presença da senadora.

Mais cedo, a Polícia Federal (PF) cumpriu mandato de busca e apreensão na casa de Gleisi e de Bernardo, em Curitiba. Advogado de Gleisi, Guilherme Gonçalves também foi alvo da operação que prendeu o ex-ministro. Atuante na área eleitoral nas campanhas da petista, o advogado não foi preso ainda, pois estaria fora do País.

O marido de Gleisi foi acusado na delação premiada do ex-senador Delcídio Amaral de privilegiar a empresa Consist Software Limitada. Paulo Bernardo foi preso nesta quinta-feira na Operação Custo Brasil, desdobramento da Operação Pixuleco II, uma das fases da Lava Jato.

A Operação Pixuleco foi deflagrada em agosto de 2015 e apurou um suposto esquema de pagamento de propina, entre 2010 e 2015, no valor total de R$ 100 milhões. Entre os envolvidos no esquema, segundo a Receita, há agentes políticos, servidores do Ministério do Planejamento, escritórios de advocacia e empresas de fachada.

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