Renan nega pedido de Gleisi para suspender sessão no Senado até decisão do STF

Teori Zavascki deve decidir sobre pedido da AGU ainda nesta manhã; governo argumenta que Eduardo Cunha agiu por vingança ao dar prosseguimento ao impeachment

BERNARDO CARAM, O ESTADO DE S. PAULO

11 de maio de 2016 | 09h57

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), negou o pedido de suspensão da sessão que analisa a admissibilidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado feito pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). Ele alegou o princípio da separação dos poderes.

Gleisi defende que o processo apenas seja iniciado após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, que relata o mandado de segurança impetrado pelo governo para tentar anular o processo de impeachment. Ela também contesta a possibilidade de que a discussão seja aberta enquanto a decisão do Supremo não é tomada. "A discussão é parte do processo", disse. 

Ontem, o governo entrou com o pedido no Supremo, argumentando que o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), agiu por vingança contra Dilma ao dar andamento ao pedido de afastamento contra ela. A peça também apontou que Cunha manobrou para escolher o deputado Jovair Arantes como relator da comissão especial de impeachment e indeferiu pedidos de reabertura do prazo para defesa.

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