Gleisi Hoffmann nega acusação e diz que delatores mentem

Gleisi Hoffmann nega acusação e diz que delatores mentem

Em nota, senadora diz que 'solicitou aos seus advogados que estudem medidas judiciais' contra o 'Estado'

O Estado de S. Paulo

19 de outubro de 2014 | 18h58

A senadora e ex-ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, negou ter recebido doação do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa ou do doleiro Alberto Youssef. Por meio de nota divulgada neste domingo, a senadora informou que não conhece nenhum dos réus. Segundo Gleisi, tanto Costa como o doleiro mentem. "Se os criminosos Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef eventualmente mencionaram qualquer contribuição de campanha à senadora - o que não se pode confirmar -, é certo que mentem. E mentem com o evidente objetivo de obter ilícita vantagem na barganha da delação premiada", afirmou Gleisi.

Na nota, Gleisi também afirmou que seu marido e atual ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, só esteve com Youssef "uma vez na vida, há mais de dez anos, apenas para inquiri-lo na CPI do Banestado".


A senadora também informa, por meio da nota, que "solicitou aos seus advogados que estudem medidas judiciais contra o Jornal “O Estado de S. Paulo”. Segundo reportagem publicada pelo Estado neste domingo, Costa afirmou, na delação premiada ao Ministério Público Federal que, em 2010, o esquema de corrupção na Petrobrás repassou R$ 1 milhão para a campanha de Gleisi ao Senado em 2010. Neste ano, ela tentou se eleger para o governo do Paraná, mas acabou a disputa no terceiro lugar, com 14,9% dos votos.

Gleisi também afirmou que, a poucos dias da eleição, é vítima "pelo cargo que ocupou, deste leviano denuncismo dos dois réus confessos, muito bem recompensados pela – nem sempre legítima – barganha da delação premiada". "Lá na frente, terminado o processo, nada será provado, porque não há o que provar, mas os dois réus confessos já terão recebido os benefícios do acordo com o Ministério Público. A Senadora tomará todas as medidas judiciais cabíveis contra este abuso."

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás e o doleiro são alvos da Operação Lava Jato, deflagrada em março pela Polícia Federal para combater o que considera uma organização criminosa que se instalou na estatal para promover corrupção e lavagem de dinheiro. "Na prestação de contas da campanha de 2010 da Senadora, entregue ao TSE, assim como nas demais disputas eleitorais, estão todas as doações recebidas", informou Gleisi pela nota.

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