Gleisi Hoffmann assume hoje cargo deixado por Palocci

A nova ministra da Casa Civil, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), toma posse hoje, às 16 horas, no Palácio do Planalto. Ela substitui Antonio Palocci, que deixa o cargo sob a suspeita de enriquecimento ilícito e tráfico de influência. Ele nega, mas a oposição cobra provas.

EQUIPE AE, Agência Estado

08 de junho de 2011 | 08h01

Para o líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), "Palocci sai do governo pela porta dos fundos sem dar explicação convincente à sociedade sobre os escândalos envolvendo seus negócios milionários". Na avaliação do deputado, a queda do ministro não encerra o caso. "Ao contrário, agora o Ministério Público terá mais facilidade para investigar a fortuna do ministro, já que ele perdeu o foro privilegiado".

Em entrevista após ser indicada para o cargo, Gleisi Hoffmann afirmou que a articulação política do governo não faz parte das atividades que assumirá a partir de hoje. "Vou fazer o trabalho que a presidente Dilma está pedindo, que é um trabalho de gestão. Ela quer o funcionamento da Casa Civil na área de gestão, de acompanhamento dos projetos. A presidente disse que meu perfil se adequa àquilo que ela pretende na Casa Civil. É uma ação de gestão, é com isso que eu estou comprometida". Ela também lembrou que conhece Dilma desde quando trabalharam na equipe de transição do primeiro governo do presidente Lula.

Gleisi disse ainda que, ao contrário do que ocorre hoje no Senado, adotará uma postura diferente na Casa Civil, sem discriminar as propostas sugeridas por senadores da oposição. "Amanhã (hoje) vou conversar sobre a relação no Senado, falar dos meus posicionamentos inclusive com os senadores da oposição, a quem respeito muito", afirmou ao ser questionada sobre a queixa da oposição quanto ao seu modo de "tratorar" os interesses do governo no Senado.

Por fim, a nova ministra lamentou a saída de Palocci, apesar de ser uma das integrantes da bancada que se posicionou quanto à necessidade dele se explicar publicamente sobre o crescimento de seu patrimônio. "É um momento triste, depois do relatório da procuradoria que colocou de forma muito clara a situação. É uma pena perder o ministro Palocci nesse governo".

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