Joédson Alves/EFE
Joédson Alves/EFE

Gleisi diz que TRF-4 age de forma 'no mínimo excepcional' contra Lula

Na avaliação do PT, definição de julgamento do ex-presidente em tempo recorde tem como único objetivo tirá-lo das eleições

Vera Rosa, O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2017 | 22h26

BRASÍLIA - A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffman (PR), afirmou nesta terça-feira, 12, que o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) "age de forma no mínimo excepcional" ao marcar em tempo recorde o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para 24 de janeiro. Na avaliação da cúpula petista, o desfecho do processo está sendo apressado com o único objetivo de tirar Lula da disputa presidencial.

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"Os golpistas e seus aliados investem em saídas artificiais e antidemocráticas para impedir a volta de Lula ao governo. Se têm a expectativa de ver Lula inelegível a partir do julgamento da apelação, enganam-se", escreveu Gleisi, em nota intitulada "Lula é candidato do povo brasileiro".

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A estratégia do PT é manter a candidatura do ex-presidente, que lidera as pesquisas de intenção de voto, até se esgotarem todos os recursos judiciais. Em julho, Lula foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a 9 anos e 6 meses de prisão, no caso do triplex no Guarujá. Se a condenação for mantida pelo TRF-4, ele poderá se tornar inelegível pelos critérios da Lei da Ficha Limpa.

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Para Gleisi, a ação contra Lula tem sido marcada por "arbitrariedades, ilegalidades e cerceamento ao direito de defesa". Embora nos bastidores petistas já prevejam que o tribunal confirme a condenação de Lula, o partido está preparando as diretrizes para o programa de governo do ex-presidente.

"Qualquer discussão ou questionamento sobre sua candidatura só se dará após o registro no Tribunal Superior Eleitoral, em agosto", disse a senadora.

Na mensagem divulgada nesta terça, Gleisi destacou, ainda, que a única decisão "justa e legal" a ser tomada pelo TRF-4, "diante das provas da inocência" do ex-presidente, é absolvê-lo. "Lula é o nosso candidato e será o próximo presidente do Brasil", encerrou a senadora.

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