Gleisi afasta 'plano B' e procura partidos para discutir 2018

Presidente do partido afirmou estar em contato com direções do PCdoB, PSB, PDT e PSOL para discutir eleições e minimizou crítica do ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que disse que Lula 'insulta inteligência do povo'

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

21 Setembro 2017 | 16h06

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente nacional do PT, voltou a negar, nesta quinta-feira, 21, que o partido esteja discutindo um “plano B” para o caso de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser impedido de disputar a presidência no ano que vem e disse que está procurando outros partidos de esquerda para discutir a possibilidade de atuação conjunta nas eleições do ano que vem.

Gleisi disse já ter procurado as direções do PC do B, PSB, PDT e PSOL para falar sbre 2018. “Independente de cada um manter sua candidatura nosso dever agora é combater essa direita raivosa”, disse a presidente do PT.

A senadora minimizou críticas feitas pelo ex-ministro Ciro Gomes (PDT) a Lula logo depois do segundo depoimento do ex-ministro ao juiz Sérgio Moro, na semana passada, quando o pedetista disse que “Lula insulta a inteligêncvia do povo”. “A gente já conhece a personalidade do ex-ministro Ciro. Ele fala as coisas no quente”, disse Gleisi.

A senadora voltou a dizer que o PT vai apostar todas suas fichas na possibilidade de Lula ser candidato, mesmo que o ex-presidente seja condenado em segunda instância e seja enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Segundo ela, existem precedentes legais de candidatos que caíram na lei mas conseguiram garantir o direito de ter seus nomes nas urnas com base em recursos a tribunais superiores.

Palocci. Gleisi disse tabém ser simpática ao encaminhamento feito pela corrente minoritária Articulação de Esquerda de aplicar uma suspensão imediata ao ex-ministro Antonio Palocci, preso em Curitiba, que disse em depoimento a Moro que Lula e a empreiteira Odebrecht tinham um “pacto de sangue”.

“Tenho uma simpatia pela proposta”, disse ela. Na terça-feira o diretório municipal do PT de Ribeirão Preto, onde Palocci é filiado, abriu uma comissão de ética para avaliar o caso do ex-ministro. Na prática, o PT de Ribeirão deu início ao processo de expulsão de Palocci do PT.

Mais conteúdo sobre:
Gleisi Hoffmann

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.