Gilmar Mendes liga infidelidade partidária ao mensalão

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, criticou na sexta-feira, durante palestra, as constantes trocas de partidos, que em sua avaliação "tinham chegado a um limite que a vista já não alcança". "Basta mencionar uma palavra e todos vão entender: mensalão", disse o ministro. "Não era troca partidária meramente por conveniência política", afirmou, durante curso na Escola Judicial da Justiça do Trabalho no Rio Grande do Sul. Contudo, Mendes negou que estivesse manifestando posição sobre o processo, que será julgado no STF. "Não, eu estou dizendo que a prática pode ter chegado até mesmo a um fenômeno de corrupção na vida política, no que diz respeito à fidelidade partidária", ponderou. Ao abordar temas polêmicos que o STF tem em pauta, Mendes acredita que o poder de investigação do Ministério Público começará a ser avaliado. Ele disse considerar o caso do mensalão importante, pois afeta garantias individuais. Mas ele acredita que há poucas sessões antes do recesso do Judiciário para que a questão seja apreciada ainda este ano. "A rigor, precisamos dar uma resposta para o futuro, saber o que o Ministério Público pode ou não pode", afirmou. O presidente do Supremo preferiu ainda não comentar a possibilidade de a defesa do banqueiro Daniel Dantas usar discursos de ministros do Supremo para tentar desqualificar o delegado Protógenes Queiroz - mentor da Operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro - e o inquérito policial. "É uma questão que está correndo na primeira instância e não tenho posição sobre isso", disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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