Carlos Humberto|Divulgação
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Gilmar Mendes diz que é preciso 'discutir' a situação do financiamento de campanhas eleitorais

Em evento na sede da Fecomércio, em São Paulo, o ministro do STF e presidente do TSE afirmou, também, que o País precisa passar por uma 'reforma política e partidária'

Gilberto Amendola, O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2016 | 18h21

SÃO PAULO - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, participou nesta segunda-feira, 19, do evento Parlamentarismo no Brasil: utopia ou possibilidade, realizado na sede da Fecomércio, em São Paulo. No encontro, o ministro falou sobre a pressão do mundo político pela volta do financiamento privado de campanhas eleitorais: "Eu acho que vamos ter que discutir e fazer um balanço da situação e dos problemas encontrados, como a doação dos mortos e a generosidade de beneficiados do Bolsa Família", disse. Mendes completou afirmando que o País irá precisar passar por uma "reforma política e partidária". "Nós temos 28, 29 partidos. Muitos são entidades familiares que vivem do fundo partidário. Temos casos até de partido que comprou dois helicópteros com o dinheiro do fundo. Então, é preciso mudar", completou.

Sobre a possibilidade de cassação da chapa Dilma/Temer, Mendes disse que o processo continua em andamento e que ele pode ser julgado este ano ou no ano que vem. "Novas denúncias podem ser acrescentadas nesse processo. O julgamento talvez aconteça esse ano ou talvez no próximo."

Mendes foi enfático ao comentar o pedido de impeachment contra ele protocolado no senado. Os pedidos de impeachment são sobre uma suposta conduta partidária do ministro. "Isso é um consórcio entre os famosos que já foram e os  famosos que nunca serão. Essa é uma ação do Fábio Konder Comparato,  que é um banqueiro travestido de socialista; e o Celso Bandeira de Melo, que é um latifundiário travestido de socialista. Os outros são os famosos quem."

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