Andre Dusek|Estadão
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Gilmar Mendes diz que Brasil vive quadro de insegurança pública

O presidente do TSE embarcou neste sábado para o Maranhão, onde, segundo ele, organizações criminosas de dentro de presídios estão causando pânico por ordenar ataques

Murilo Rodrigues Alves, Brasília

01 de outubro de 2016 | 11h32

Às vésperas das votações municipais, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, disse neste sábado que o Brasil vive um quadro de insegurança pública que precisa ser colocado na agenda do governo federal.

“Acho que vamos ter eleições em paz. Agora, todavia, não vamos esquecer que temos um quadro de insegurança. Não é uma insegurança do quadro eleitoral ou causada diretamente pela disputa eleitoral. O Brasil está vivendo um quadro de insegurança pública”, afirmou Mendes, depois de participar de cerimônia de verificação das urnas que serão usadas amanhã para as votações. Segundo ele, o tema de segurança não é um problema apenas dos Estados, mas também da União.

O presidente do TSE embarcou neste sábado para São Luís, no Maranhão, onde, segundo ele, organizações criminosas de dentro de presídios estão causando pânico por ordenar ataques a escolas onde vão ser realizadas as votações. “O Estado de direito deve preservar todas as relações e superar todos os desafios”, disse Mendes. Ele vai se encontrar com o governador do Estado, Flávio Dino, e visitar uma escola que é ponto de votação. Estará acompanhado do ministro da Defesa, Raul Jungman. Mendes disse que já conversou com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, e amanhã, relatará as preocupações ao presidente Michel Temer.

“As pessoas podem ir votar. Devem votar sem medo. Uma das condições básicas do voto é a liberdade de fazer a escolha”, orientou. Ele lembrou que 459 municípios, em 14 Estados, terão reforço das forças federais de segurança.

Mendes classificou como “lamentável” o assassinato do candidato a prefeito José Gomes da Rocha (PTB), o Zé Gomes, em Itumbiara, a 204 quilômetros de Goiânia, na última quarta-feira. Também citou a Baixada Fluminense, onde nos últimos meses, 14 pessoas envolvidas em campanhas eleitorais foram assassinadas na região. 

O presidente do TSE estima que até às 21 horas de domingo a maioria dos municípios brasileiros já vai saber o resultado das urnas.

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